André Janones, deputado federal pela Rede e figura proeminente na campanha que garantiu a reeleição de Lula, está em Buenos Aires para uma série de encontros com líderes políticos argentinos.
Encontros estratégicos em Buenos Aires
Na segunda-feira (2), Janones se reuniu com Sergio Massa, advogado e ex-ministro da Economia da Argentina, em um encontro que durou aproximadamente uma hora no bairro Recoleta. O deputado mineiro comentou sobre a importância de compartilhar as experiências do presidente Lula, afirmando: “A gente veio falar um pouco sobre o exemplo do presidente Lula. Tentar levar um pouco dessas técnicas”. O político brasileiro ainda tem agendado um encontro com Cristina Kirchner, ex-presidente do país.
Objetivos da visita
De acordo com a assessoria de Janones, o principal objetivo das reuniões é “promover o intercâmbio de experiências, ampliar o diálogo entre lideranças políticas e fortalecer os valores democráticos e as relações entre Brasil e Argentina”. O deputado permanecerá em Buenos Aires pelo menos até terça-feira (3) e já recebeu propostas de outros políticos argentinos, como Pablo Juliano, da União Cívica Radical, para dialogar.
Contexto político argentino
A vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro no Brasil se tornou uma referência para movimentos progressistas em diversos países, incluindo a Argentina, que atualmente é governada pelo ultraliberal Javier Milei. Desde então, canais de WhatsApp voltados para a esquerda começaram a ser ativados na Argentina, com o intuito de replicar estratégias que contribuíram para a reeleição de Lula.
Se Massa conseguir se candidatar em outubro de 2027, a disputa poderá ser uma revanche, visto que ele perdeu para Milei no segundo turno de 2023, recebendo 44,3% dos votos. A lista de potenciais concorrentes a Milei também inclui Axel Kicillof, governador da província de Buenos Aires, e Cristina Kirchner, que busca se reabilitar politicamente após a prisão domiciliar. Em entrevista ao The Washington Post, Kirchner não descartou a possibilidade de uma nova candidatura, afirmando: “Quando eu recuperar os meus direitos políticos, por que não?”.
Atualmente, a falta de unidade na oposição tem favorecido um presidente que enfrenta baixa popularidade. Uma análise recente do jornal Clarín revela que 57% dos argentinos desaprovam o governo de Milei, e 57,2% têm uma imagem negativa do presidente.







