Em um dia em que milhares de eleitores tiveram que enfrentar obstáculos para exercer seu direito ao voto, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente do Brasil pela quarta vez, neste domingo (25). Aos 80 anos, o petista venceu o senador Flávio Bolsonaro (PL) e conquistou mais quatro anos à frente do Palácio do Planalto.
Apuração e resultados das urnas
Com 51,75% dos votos válidos e 98,27% das seções apuradas, Lula somou 63.049.525 votos, contra 58.795.080 de Flávio Bolsonaro, que recebeu 48,25% dos votos válidos. A vitória garante a permanência do petista no cargo até 31 de dezembro de 2030, quando terá 85 anos. O resultado amplia a trajetória política de Lula, que já governou o país entre 2003 e 2010 e retornou à Presidência em janeiro de 2023.
Histórico político e disputa em 2026
A reeleição representa mais um capítulo na história do político que disputou o comando do país pela primeira vez em 1989. Após derrotas consecutivas nos anos 1990, Lula venceu em 2002 contra José Serra e foi reeleito em 2006 diante de Geraldo Alckmin. Depois de deixar o governo em 2010 e derrotar Jair Bolsonaro em 2022, o atual presidente enfrentou nas urnas o filho mais velho do ex-presidente, tornando-se o primeiro político eleito quatro vezes para a Presidência desde a redemocratização.
Problemas no transporte público e decisão judicial
A votação foi marcada por denúncias de redução na circulação de ônibus em várias cidades. Em Salvador, o Procon-BA identificou 544 ônibus parados em cinco garagens. O TRE-BA determinou o restabelecimento imediato da frota, prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento. A Prefeitura argumentou que a retenção inicial ocorria por conta de adesivos eleitorais e informou a liberação dos veículos.
Diante das denúncias que teriam prejudicado o deslocamento de eleitores, a campanha de Lula recorreu à Justiça. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou o horário de votação até as 19h em todo o país. O TSE suspendeu temporariamente a divulgação dos dados e esclareceu que a medida valia apenas para locais que ainda votavam. A Organização dos Estados Americanos (OEA) acompanhou o monitoramento das denúncias, enquanto aliados políticos celebraram o resultado nas redes sociais.
“Comemora, festeja, mas nós não podemos deixar que essa vitória nos faça esquecer da tentativa de golpe que foi perpetrada na tarde deste 25 de outubro”, afirmou o parlamentar.





