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Investigação sobre nepotismo em Cansanção envolve prefeita e filha

Após nomear a própria filha para cargo na prefeitura, prefeita reverte decisão sob pressão do Ministério Público.

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MP-BA abre investigação sobre nepotismo em Cansanção após prefeita nomear a própria filha e recuar da decisão

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) deu início a uma investigação para verificar indícios de nepotismo em Cansanção, no norte da Bahia, envolvendo a prefeita Vilma Gomes (MDB). A apuração foi desencadeada após a nomeação de sua filha, Pollyanna Oliveira Gomes, como chefe de gabinete, decisão que foi posteriormente revogada diante da repercussão negativa.

Nomeação e revogação

A nomeação de Pollyanna ocorreu no dia 16 de outubro, formalizada por meio de uma portaria. O governo local justificou a escolha, destacando a formação acadêmica em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda e alegando a capacidade técnica da nomeada. Além disso, a administração se apoiou na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), que permite distinções nas nomeações para cargos políticos. Contudo, a reação adversa e uma denúncia formal ao MP-BA provocaram a solicitação de documentos à prefeitura para investigar a conformidade com os princípios de moralidade e impessoalidade.

Histórico da gestão e condenações

A situação trouxe à tona o passado judicial da família que domina a política local. Em agosto de 2024, tanto a prefeita quanto Pollyanna foram condenadas em primeira instância a 7 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por lavagem de dinheiro. O ex-prefeito Ranulfo da Silva Gomes, esposo de Vilma e pai de Pollyanna, recebeu uma sentença ainda mais severa, com pena superior a 9 anos de reclusão.

Desvios de recursos públicos

As investigações realizadas pela Operação Making Of, conduzida pelo Ministério Público Federal (MPF), apontam que o grupo familiar estaria envolvido no desvio de mais de R$ 26,5 milhões de verbas públicas entre 2011 e 2014. Esse desvio teria ocorrido através de fraudes em licitações e simulações de concorrências com empresas ligadas aos parentes. Na época dos fatos, Vilma ocupava o cargo de secretária municipal de Saúde e Pollyanna era responsável por uma das empresas contratadas pela prefeitura. O caso ainda está em fase de recurso e aguarda decisão no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

A investigação em Cansanção destaca a necessidade de vigilância sobre a ética na administração pública e a importância de garantir que os cargos sejam ocupados por indivíduos qualificados, respeitando as normas legais e morais que regem a gestão pública.

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