O senador Flávio Bolsonaro foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes comum e diplomático, além de ficar proibido de deixar o território nacional. A determinação foi assinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, após o senador ser derrotado na disputa presidencial.
Restrições e investigações da Polícia Federal
A decisão judicial também proíbe o parlamentar de manter qualquer tipo de contato com o advogado Willer Tomaz, que é amigo do senador e atualmente figura como investigado por suspeita de lavagem de dinheiro. Willer também é alvo de apurações na operação Sem Desconto, que combate fraudes no Instituto Nacional de Seguridade Social. O relacionamento entre ambos está no radar de uma investigação da PF que analisa esquemas de lavagem envolvendo apostas esportivas, com conexões que remontam a 2019.
Sociedade em bets e contas compartilhadas
De acordo com os investigadores, a ligação mais direta entre os dois envolve a presença de Flávio como usuário master de uma conta corporativa da Alcazar Holdings, empresa de Willer sediada na Ilha da Madeira. A companhia portuguesa estaria ligada ao financiamento da Cathedral, única acionista da Rede Loto, responsável por operar a casa de apostas BestBet após licenciamento no estado do Rio de Janeiro.
Viagens internacionais e disputas imobiliárias
Os relatórios da Polícia Federal apontam ainda que o político e o advogado compartilharam uma conta jurídica e realizaram viagens internacionais em jatos executivos na companhia de familiares para destinos na Europa, Estados Unidos e África. Paralelamente, o nome do senador aparece em uma disputa judicial envolvendo uma propriedade de luxo avaliada em R$ 10 milhões em Angra dos Reis, cujo direito de uso é reivindicado pelas empresas de Willer.
A defesa do parlamentar tem reiterado que a relação com o advogado é estritamente pessoal e de amizade, negando veementemente qualquer irregularidade ou sociedade em negócios. Por sua vez, as investigações continuam a destrinchar o cruzamento de endereços de empresas ligadas aos investigados e o fluxo financeiro recente.







