A Polícia Civil abriu inquérito para apurar o assassinato do engenheiro Marcelo de Oliveira da Rocha, de 30 anos. O profissional faleceu no domingo (25) em decorrência de um espancamento brutal ocorrido na madrugada do dia anterior em Santos, município localizado no litoral de São Paulo.
Dinâmica da violência e socorro médico
Registros em vídeo que circulam na internet revelam o instante em que a vítima andava pela via pública e foi abordada por dois indivíduos que exigiram o telefone celular. Logo depois, outros cinco agressores se juntaram ao grupo, cercaram Marcelo e desferiram diversos socos e pontapés até que ele desmaiasse no pavimento.
O profissional foi inicialmente levado para a Santa Casa de Santos e posteriormente transferido para o Hospital São Paulo, estabelecimento acadêmico ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Contudo, o engenheiro não resistiu à gravidade dos ferimentos provocados pelas agressões.
Linha de investigação policial
O caso está sendo tratado formalmente pelas autoridades como latrocínio, figura jurídica que define o crime de roubo seguido de morte. O rapaz voltava para casa após participar de um evento político na região e ostentava um adesivo com manifestação de apoio a Luiz Inácio Lula da Silva.
As equipes de investigação empregam gravações de câmeras de segurança, materiais audiovisuais disseminados nas redes sociais e oitivas de testemunhas com o propósito de reconhecer os criminosos e detalhar a participação de cada um no episódio.
Manifestação acadêmica
Formado em engenharia, Marcelo também cursava o mestrado na própria Unifesp. A instituição de ensino emitiu um pronunciamento oficial lamentando profundamente o falecimento e exigindo rapidez na elucidação do caso.
“A Unifesp expressa sua solidariedade aos familiares, amigos e colegas de Marcelo, neste momento de dor e consternação. A gravidade do ocorrido exige a apuração rigorosa das circunstâncias e motivações da agressão, bem como a identificação e responsabilização dos envolvidos.”







