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Psicóloga causa polêmica ao relatar pedidos para excluir eleitores do PT em seleções de emprego: ‘Valores são fundamentais’.

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Psicóloga defende compatibilidade de valores na contratação após relatar pedidos envolvendo eleitores do PT.

Uma psicóloga de Goiânia causou polêmica nas redes sociais após publicar um vídeo em que relata ter recebido pedidos de empresários para que candidatos petistas fossem excluídos de processos seletivos. Na gravação, divulgada nesta segunda-feira (26), Mara Suassuna afirma que empresas devem priorizar a contratação de profissionais que compartilhem valores semelhantes aos de seus gestores.

No vídeo, a psicóloga afirma que a escolha de profissionais deve levar em conta os valores pessoais dos candidatos e cita a Teoria dos Valores Humanos Básicos, desenvolvida pelo psicólogo Shalom H. Schwartz, argumentando que a compatibilidade de princípios seria importante para o funcionamento das empresas.

“Os nossos valores são fundamentais para que as escolhas sejam feitas. E por isso, empresários, CEOs de empresas, as pessoas que estão por aí gerando as riquezas do Brasil têm que se preocupar sim em contratar pessoas que tenham os mesmos valores”, declarou.

Por fim, Mara convidou empresários interessados em contratar profissionais de direita a procurá-la. Ela oferece serviços de recrutamento, consultoria e mentoria e reúne mais de 10 mil seguidores nas redes sociais, onde também publica conteúdos sobre psicologia e posicionamentos políticos.

O que diz a legislação

A legislação brasileira proíbe práticas discriminatórias que restrinjam o acesso ao emprego. A Lei nº 9.029/1995 estabelece a proibição de exigências e critérios discriminatórios para admissão ou manutenção da relação de trabalho, prevendo sanções para os responsáveis.

O Código de Ética Profissional do Psicólogo também estabelece limites para a atuação da categoria. Entre as vedações previstas está a de induzir convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas ou religiosas no exercício profissional, além de promover preconceitos.

Até o momento, o Conselho Regional de Psicologia de Goiás (CRP-GO) não se pronunciou sobre o caso.

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