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Renato Cariani se defende após Ministério Público pedir sua condenação

Promotoria acusa o influenciador de desvio de insumos químicos para refino de drogas e lavagem de dinheiro entre 2016 e 2020.

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Cariani nega relação com tráfico de drogas após pedido de condenação do Ministério Público

O influenciador digital, empresário e atleta Renato Cariani, de 50 anos, manifestou-se na quinta-feira (29) a respeito do pedido de condenação feito pelo Ministério Público de São Paulo. A promotoria imputa a ele crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, apontando o suposto desvio de insumos químicos para a produção de cocaína e crack durante o período de 2016 a 2020.

Defesa alega inocência e aponta fraude em indústria química

Em um vídeo divulgado em sua plataforma na internet, o empresário argumentou que a acusação não se trata de uma novidade jurídica. “Gente, não é um processo novo, tá? Quem me acompanha há muito tempo no canal sabe, eu fui sócio de uma indústria química e essa indústria química foi vítima de uma fraude e essa fraude virou um processo porque eu sou um dos donos”, declarou.

Ressaltando sua inocência, o atleta expressou confiança no andamento legal. “Esse é o papel do Ministério Público, realizar acusação. E ele manteve essa postura até agora. O papel da minha defesa é o quê? É provar que nós estamos certos, provar nossa inocência”, pontuou. Os advogados Aldo Romani Netto e José Eduardo Martins Cardozo informaram por meio de nota que o caso está na fase de alegações finais e que vão refutar todas as teses da acusação antes da sentença do juiz.

Esquema investigado pela Polícia Federal

Além do influenciador, a Promotoria solicitou a condenação de Roseli Dorth, que atuava como sócia na Anidrol Produtos para Laboratórios Ltda., localizada em Diadema, e de Fábio Spinola Mota, apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). Mota havia sido detido no início de 2023 no âmbito da Operação Downfall, que apurou um esquema interestadual e internacional de narcotráfico. A defesa de Mota nega os crimes, afirmando que a instrução criminal produziu provas contrárias à denúncia. A reportagem não obteve retorno da defesa de Roseli Dorth.

O desvio dos produtos químicos

Conforme as apurações da Polícia Federal, a Anidrol adquiria legalmente substâncias como acetona, éter etílico, ácido clorídrico, cloridrato de lidocaína, manitol e fenacetina, que eram posteriormente desviadas para o refino de entorpecentes. Estima-se que cerca de 12 toneladas de materiais tenham sido desviadas, gerando lucros superiores a R$ 6 milhões para o grupo.

Para encobrir a saída dos produtos, eram emitidas notas fiscais falsas e realizados depósitos em nome de laranjas, utilizando de maneira indevida o nome da biofarmacêutica AstraZeneca. O caso veio à tona após a Receita Federal identificar um depósito de R$ 212 mil supostamente feito pelo laboratório, que prontamente negou a movimentação e qualquer vínculo com a empresa do influenciador.

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